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Pecado da Preguiça

From the flats and the maisonettes they're reminding us there's things to be done. But you and me, all we want to be is lazy. --- pecadodapreguica(arroba)gmail.com

Wednesday, July 04, 2007

Portuguese Do It Better

Parecendo que não, eu já deixei de estudar há alguns anitos. Talvez por isso, a ideia de voltar à escola pareceu-me até tentadora. Os coleguinhas, aprender coisas novas, ter um horário bem mais soft do que as 12 ou 15 horas que eu andava a trabalhar por dia. Aaaaah, era como voltar a ter uns 14 aninhos… Eu era feliz com 14 aninhos. Não me lembro bem do que é que andava a fazer, mas tenho ideia de ver desenhos animados e comer porcaria e pensar em rapazes e ser feliz. Está bem que gostava dos Bon Jovi, mas aparte disso era feliz.
Nos meus empregos em Lisboa eu tenho horários. De manhã, por exemplo, costumo entrar às 10h. Mas quem diz 10h, diz 10h10. Sem stresses. Na minha escola não é assim. As minhas aulas começam às 14h. E a essa hora certinha o professor entra e a porta é trancada. E não entra mais ninguém, temos pena. Mas são 25 anos da minha existência a ser portuguesa. 25 anos a comer bacalhau, expressar saudade, ter Amália na voz….e encarar de forma elástica essa coisa chamada “hora marcada”.
A minha primeira aula a sério começava então às 14h. Só que eu fui ao banco-dos-cheques-lindos e cheguei às 14h06. Agora ficas no átrio à espera do intervalo das 15h30 e é se queres, portuguesinha. Por sorte o prof teve de sair para vir gritar com uns miúdos broncos que estavam a fazer barulho no corredor e eu aproveitei para me desfazer em desculpas e pedir para entrar. Tudo bem, ele acedeu. Reputação restabelecida.
Às 15h30 parámos então para intervalo. E eu fui à casa-de-banho. E digamos que na casa-de-banho tive de despender mais tempo e dedicação do que aquilo que estava à espera. Moral da história: atrasada novamente, porta trancada. E eu a pensar como é que podia dizer ao prof “sabe, a comida americana é um bocado forte, e eu tenho uma cena no cólon e…”. Por sorte outro colega meu também se atrasou e ficou cá fora, por isso tive alguém com quem conversar enquanto esperava que a porta se abrisse para eu ir buscar a minha mochila feita refém. E qual era a nacionalidade do meu colega? Pois, é brasileiro. Coitados, quinhentos e tal anos depois e ainda estão a sofrer a nossa influência nefasta.

3 Comments:

Anonymous joana said...

LOL

e depois há os portugueses que chegam a horas mas esquecem-se de carregar o telemovel e ficam sem bateria...

O que faz com que tu não tenhas recebido uma sms por volta da 1h a gritar:
NORTH AMERICAN SCUM!

bjos

1:26 am  
Blogger Juani said...

LoooooL

Nós somos mmo assim...

11:09 am  
Blogger Elora said...

Pois, há que adaptar!

4:27 pm  

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