Um toque à distância
Tenho um fraquinho por anti-heróis. Ou melhor, heróis com operações de salvamento complicadas. Torturados, melancólicos, sofredores, apaixonados, indecisos, incompletos, infiéis, viciados, aventureiros, tristes, quase felizes, irresponsáveis, inconformados. Jonnhy Cash, Leonard Cohen, “Che” Guevara, Salgueiro Maia, Eddie Vedder, Sean Penn, o meu Pai, Peter Petrelli, Humberto Delgado, Perito Moreno, George Harrison, Penny Lane, June Carter Cash ... Assinalo aqui a salvação de outro dos meus heróis. Passam hoje 28 anos sobre a morte de Ian curtis dos Joy Division. Foi a 18 de Maio de 1980 que ele se salvou. Salvou-se da única coisa que em tempos o libertou: a música. Debbie e Annick vão amá-lo sempre. A filha Natalie que não o conheceu, também. Anton Corbjin e Sam Reilly imortalizam-no em “Control”.
O amor deu mesmo cabo de nós.
